No último fim-de-semana de Novembro, fomos procurar, mais uma vez, gambozinos a Peniche. Gambozinos pequenos, que quisessem passar um fim-de-semana em grande. E eles lá estavam, no bairro do Cambodja ou Peniche 3, como se ainda não se tivessem mexido desde o último fim-de-semana em que lá tinhamos estado. À nossa espera.
Pegamos nos miúdos e, nos dois dias em que lá estivemos, decidimos animá-los e cansá-los o mais possível, para que a ansiedade pelo nosso regresso ao bairro de pescadores, que só vai acontecer em Janeiro, crescesse até lá. Considerando que iamos entrar no Advento, o que nos fazia estar cada vez mais perto do Natal, pensamos fazer actividades relacionadas com esta festa. Ingredientes comprados, as mãos gambozinas decidiram fazer bolachas em forma de coisas natalícias: pinheiros, estrelas, animais, simples bolas e formas que nenhum animador conseguiu perceber o que era. Gambozinos, talvez. Ao mesmo tempo, com outro grupo de miúdos, decidimos fazer decorações de Natal. Do monte de cartolinas, canetas, lápis, algodão, origamis, massas e tesouras que levamos, começou a aparecer o que resultava da imaginação natalícia dos gambozinos. Tudo isto regado com futebol, king kong, futebol indiano, a sempre complicada ida à missa (gambozinos irrequietos!), lanches e mil músicas cantadas, tocadas e ouvidas que todos tentamos afinar.
Afinal, quem nos cansou foram eles. Num carro com seis pessoas (num carro de sete lugares, nada de pensar em ilegalidades), cinco não se lembram da auto-estrada Peniche-Lisboa. Só não dormiu quem não podia!





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